sábado, 5 de dezembro de 2009

O Tronco do Ipê

Dia desses, postei uma notícia sobre um tronco de Ipê que foi transformado em poste e brotou. Também comentei brevemente sobre os milagres que tenho testemunhado no terreno que compramos em Campo Magro. Pois bem, hoje quero falar em particular de um tronco milagroso em meu próprio terreno.

Uma das necessidades urgentes com toda a chuva que tem ocorrido aqui no Sul foi fazer um muro de contenção num barrando ao lado da casa, o qual estamos fazendo com pneus  cheios de terra, e depois plantando algumas flores e arbustos, sobretudo os 'raizentos'.

Pois bem, em um ponto onde estávamos tirando a terra, mais precisamente onde anteriormente foi despejado um caminhão de brita para a construção da casa; encontramos um tronco de uma árvore enterrada, provavelmente há muitos anos, pois ela está numa parte do terreno em que só havia vassorinhas e capim rasteiro, exatamente porque a mata nativa havia sido derrubada há tempos e, depois, a Sanepar entrou com maquinário e um monte de coisas para realizar o projeto de canalização do esgoto.

Tiramos mais alguns carrinhos de terra de volta deste tronco, deixando-o para fora da terra uns 30 Cm mais ou menos. A idéia era plantar alguma orquídea ali, para aproveitar o tronco "morto". Uma semana depois, o inacreditável aconteceu: eu vi folhinhas brotando!

Primeiramente, pensei que fosse algum matinho que havia se agarrado ao tronco, mas então olhei mais de perto, e vi que se tratavam de brotos de folhas saindo do próprio tronco! Ele está vivo!!!! Dormiu sob a terra sabe-se lá por quanto tempo e, tão logo o sol lhe tocou, ele despertou do seu sono.
Elas estão crescendo a cada dia, e agora tenho certeza de que se trata de um Ipê!

Fiz um canteiro à volta dele, coloquei terra preta e, todos os dias observo o crescimento desse milagre. Daqui a alguns anos, ele vai ser uma árvore bela e frondosa, e dará sombra para nossa casa. E se coroará de flores a cada primavera...
E eu me sinto grata a Deus, por ter nos dado esse terreno. Esse, que vai dar tanto trabalho para recuperarmos, e que, ao mesmo tempo, todos os dias nos faz testemunhas dessa força!

Eis uma foto de nosso amigão:





Vamos fazer nossa parte .....



Muitas vezes foram postados textos sobre meio ambiente nesse blog, sabemos que a questão ambiental é muito mais ampla que apenas o ambiente natural, a cultura, saúde e muitos outros indicativos fazer parte de um meio ambiente equilibrado.


Os Objetivos do Milênio procuram trazer essa visão integrada e nos convida a participar efetivamente das mudanças em nosso mundo, e o primeiro passo para qualquer mudança passa por conhecermos nossa realidade.


Você sabe como estão as questões ambietais, saúde, violência ... em sua cidade? Visitando o portal do ODM (www.portalodm.com.br) poderá pesquisar a respeito, e então debater com amigos, vizinhos, ONGs e fazer sua parte, ajudando o mundo a ser melhor para nós e nossas futuras gerações.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

02/12/2009 16:00 - quarta-feira, 02 de dezembro de 2009.
Campanha mostra líderes se desculpando pelo clima

Greenpeace fez cartazes em que líderes lamentam por não agirem pelo clima


O Greenpeace “envelheceu” os principais líderes mundiais e fez com que eles “pedissem desculpas” por não terem se esforçado o bastante para conter o aquecimento global. As imagens fazem parte de uma campanha da organização para pressionar os países a aceitarem metas ousadas de redução dos gases do efeito-estufa, como o CO2 (dióxido de carbono), durante reunião da ONU (Organização das Nações Unidas) que começa na próxima segunda-feira (7), em Copenhague, na Dinamarca. Vale notar que o fato de colocar as fotos no aeroporto é intencional: todos os líderes retratados chegarão ali, e não poderão deixar de ver os cartazes.

As imagens, que estão em outdoors espalhados pelo aeroporto internacional da cidade, mostram pessoas como os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Barack Obama (EUA) e Nicolas Sarkozy (França), o primeiro-ministro Gordon Brown (Reino Unido) e a chanceler Angela Merkel (Alemanha).

Os cartazes contêm a imagem de como esses líderes estariam em 2020 e a frase, em tradução livre: “me desculpem. Nós poderíamos ter contido o catastrófico aquecimento global... Nós não fizemos isso”.




Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil

Outras fotos no link: http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/fotos/greenpeace-envelhece-lideres-mundiais-para-campanha-7.html


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A revolta do Ipê


Essa notícia não é muito recente... mas é um exemplo eloquente do poder da vida.
Um ipê amarelo, linda espécie de árvore, foi arrancada, e seu tronco transformado em um poste. Tempos depois, eis que o poste floresce!!!
Ultimamente, eu tenho testemunhado esse poder no terreno que compramos recentemente. Um terreno que foi terrivelmente machucado pela entrada de máquinas da SANEPAR. As cicatrizes ainda estão aqui, mas a vida lentamente se recupera. E, a cada semana eu tenho incríveis surpresas da força de superação que esta Terra tem! É pena que a humanidade ainda não se apercebeu do quanto tem ferido o delicado siclo da vida. Talvez, estejamos chegando num ponto que a poderosa Gaya não seja mais capaz de regenerar-se...


terça-feira, 24 de novembro de 2009

*Carta Aberta à Comunidade Acadêmica da Universidade de Brasília*

Nós, estudantes, professores(as) e servidores(as) da UnB, viemos através dessa Carta manifestar nosso repúdio ao ato de violência machista e sexista, ocorrido no dia 22 de outubro na Universidade Bandeirantes (Uniban - SP), onde a estudante Geyse Arruda foi perseguida, agredida, ofendida e ameaçada de estupro por estar trajando um "vestido curto". As imagens divulgadas através da mídia e na internet, chocam pelo conteúdo agressivo e pelas manifestações de selvageria e barbárie cometidas por grande parte dos estudantes da universidade. Isso demonstra, como o machismo segue atuando de forma brutal no interior da sociedade.

Repudiamos também a direção da UNIBAN, que ao expulsar Geyse Arruda, comete da sua parte também um ato de violência, reproduzindo o machismo e a discriminação da qual a estudante foi vítima, atitude essa totalmente incompatível com uma instituição que deveria cumprir o papel de educar, e não de comercializar diplomas. Acreditamos que o espaço universitário deve ser local de construção de conhecimento que possa contribuir para a superação dos valores, vícios e práticas machistas, e não de referendá-las.

A atitude de julgar a estudante a partir da roupa que trajava, se sustenta nos valores discriminatórios que integram a sociedade capitalista que vivemos, onde as representações sociais da mulher se baseiam numa ótica de subserviência masculina. Ao invés de culpabilizar a estudante pela roupa que usava, é preciso questionar o processo de mercantilização do corpo feminino, e a lógica patriarcal que define que as mulheres não podem decidir o que vestir, o que falar, o que fazer. Na raiz dessa manifestação bárbara ocorrida na UNIBAN, existem os mesmo valores machistas que levam milhares de mulheres a serem vítimas de estupros, violência física e mesmo assassinatos. A agressão contra Geyse é uma violência à todas as mulheres.

Exigimos que a Reitoria manifeste uma posição institucional sobre o caso ocorrido na UNIBAN denunciando a violência ocorrida contra Geyse Arruda bem como a punição aos agressores envolvidos no episódio, inclusive a Direção da UNIBAN. Entendemos que na UnB também são inúmeros os casos de alunas que sofrem com agressões machistas, inclusive sofrendo estupro no interior dos campi. Acreditamos que são necessárias políticas institucionais que coíbam atitudes machistas contra estudantes, garantindo a segurança das mulheres nos campi e políticas de assistência estudantil, como creches, viabilizando a permanência das estudantes na universidade. Também reivindicamos UM Centro de Referência da Mulher e o levantamento dos dados de todos os casos de violência contra a mulher registrados nos 4 campi. Somente com políticas concretas e cotidianas poderemos avançar no combate ao machismo em nossas universidades.
p.s. triste foi olhar os comentários no midia independente, fonte desse manifesto, e ler que o primeiro comentário foi: Alguém salvou as fotos das gostosas peladonas?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

PASSEATA COM ESTUDANTES NUS PROTESTA CONTRA UNIBAN

Passeata reuniu em torno de 150 universitários, dez completamente nus.

Alunos pedem liberdade de expressão e fim da opressão machista.
Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) tiraram a roupa nesta quarta-feira (11) em um protesto contra a Universidade Bandeirante (Uniban), de São Bernardo do Campo (SP). A maior parte dos 150 estudantes que participaram do protesto usavam apenas roupa de baixo, mas dez chegaram a ficar completamente nus.A passeata reivindicou "a liberdade de expressão e o fim da opressão machista", afirmou Tiago Marinho, um dos coordenadores do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UnB, que organizou o ato.



A Uniban foi alvo do protesto por conta do episódio em que a estudante Geisy Arruda, de 20 anos, foi hostilizada por alunos por usar um minivestido. A universidade chegou a anunciar a expulsão da aluna, mas voltou atrás depois da repercussão negativa do caso.

A receptividade foi boa e muita gente se juntou ao protesto. Calculamos que mais de 150 pessoas participaram no total"


 Os manifestantes da UnB passaram pelo restaurante universitário e pelo Instituto Central de Ciências para depois se dirigir à reitoria. Segundo Tiago, a Polícia Militar foi acionada e bloqueou a porta do edifício da reitoria, mas em seguida se retirou a pedido da administração.


A lista inicial de participantes no ato, criada pelo DCE, contava com pouco mais de 80 assinaturas. "A receptividade foi boa e muita gente se juntou ao protesto. Calculamos que mais de 150 pessoas participaram no total", disse Marinho.



Até as 17h, cerca de 30 pessoas, algumas ainda despidas, aguardavam na reitoria para falar com o reitor da universidade, José Geraldo de Sousa Júnior. Além do protesto contra a Uniban, Marinho afirmou que os estudantes reivindicam medidas na própria universidade. "Queremos mais segurança no campus, já que já tivemos dois casos de estupro. E também pedimos a criação de um centro de referência da mulher", disse o membro do DCE

domingo, 8 de novembro de 2009

UNIBAN EXPULSA ALUNA HOSTILIZADA POR USAR VESTIDO CURTO

SÃO PAULO - A Uniban decidiu expulsar a estudante Geyse Arruda, de 20 anos, hostilizada na universidade por cerca de 700 colegas no último dia 22. Na ocasião, a aluna foi xingada e cercada por estudantes por usar um vestido rosa e curto. A decisão foi publicada em anúncio em jornais de São Paulo deste domingo.


No comunicado, chamado "A educação se faz com atitude e não com complacência", a universidade alega que a aluna que estava no primeiro ano de turismo "frequentava a Uniban com trajes inadequados, indicando postura incompatível com o ambiente da universidade". Segundo o texto, ela teria sido alertada e não modificou seu comportamento.



A partir de uma sindicância que ouviu alunos, professores, funcionários e a estudante, a Uniban apurou que no dia do tumulto Geyse teria feito "um percurso maior do que o habitual para aumentar sua exposição, chegando a posar para fotos". A nota afirma ainda que a aluna, quando estava no banheiro, se negou a complementar a roupa para desfazer o clima criado.


Sobre o depoimento de Geyse, a Uniban afirma que a aluna "demonstrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse".


Reação da aluna


Neste sábado, ao saber da notícia pela impresa, a aluna disse que ficou surpresa com expulsão e pretende processar a Uniban, segundo reportagem do jornal "Folha de São Paulo".


Decisão


Além de desligar a aluna, a Uniban decidiu suspender temporariamente os alunos envolvidos e identificados no incidente. O comunicado não detalha quem e quantos seriam estes estudantes.


O tumulto




No dia 22 de outubro, uma quinta-feira, a estudante foi à universidade, localizada em São Bernardo do Campo, no ABC, com um vestido rosa curto. Quando subia uma rampa, alguns alunos começaram a assobiar e cantá-la, mas, em pouco tempo, os gracejos deram lugar a ofensas e palavrões.
Ao entrar no banheiro, Geyse relatou que uma roda se formou e ela precisou da ajuda dos colegas para conseguir chegar até a sala de aula. Diversos alunos tiraram fotos e filmaram com o celular.




A confusão só acabou por volta das 22h com a chegada da Polícia Militar, que abriu caminho entre os estudantes com ajuda de spray de pimenta e escoltou a jovem até a casa dela.




Por cima do vestido, Geyse colocou um jaleco branco fornecido por um professor. No dia seguinte ao fato, o vídeo com os xingamentos já estava no YouTube e contabilizava milhares de acessos.


Assista ao vídeo que mostra o tumulto na universidade:

 

sábado, 7 de novembro de 2009

PELADOS INVADINDO EVENTOS ESPORTIVOS? NÃO É NATURISMO

Por Redação Yahoo! Esportes

Eles não são artistas, mas querem participar do espetáculo. Como já é de praxe nos palcos esportivos ingleses, peladões anônimos invadem os eventos de futebol, rúgbi, golfe, tênis e críquete com o único intuito de aparecer.

Nos anos 1970, contavam-se nos dedos os invasores. Todos passavam a conhecê-los, depois de serem amplamente divulgados pela mídia. Aos poucos, o costume foi se tornando uma espécie de "competição" na Inglaterra, e os meios de comunicação passaram a não noticiar mais os nomes dos invasores.
O jornal inglês "The Sun" fez uma lista dos dez peladões mais marcantes em eventos esportivos, por diversos motivos. Aprecie (ou não!) os indicados:

10º Erica Roe (1982): ela invadiu o jogo de rúgbi entre Inglaterra e Austrália, em Twickenham. Além do "topless", chama atenção ela ter sido a primeira mulher a invadir um jogo de rúgbi.
Foto: Getty Images

9º Open de St. Andrews (1995): enquanto o golfista John Daly celebrava o título do Open de 1995 com a esposa Paulette, um invasor estragou o momento romântico. Ele pintou nas costas "19º buraco", com uma seta apontada para baixo.
Foto: Getty Images

8º Middlesbrough x Newcastle (1990): uma mulher vestida de "Mamãe Noel" chegou em Paul Gascoigne, ex-capitão da seleção inglesa, e abriu a parte da frente da fantasia, mostrando-lhe os seios. O que ela queria, Gazza?
7º Manawatu x British & Irish Lions (2005): quando o Manawatu apanhava por 109 a 6 no rúgbi para os British Lions, um torcedor resolveu apimentar um pouco o jogo. Cruzou o campo nu, mas não completamente, pois portava um celular. O policial também foi destaque, pela posição "ingrata" a que ficou submetido.
Foto: Getty Images

6º World Matchplay (2005): neste torneio estão reunidos os principais golfistas do mundo. Não poderia faltar uma peladona para invadir o espetáculo.
Foto: Getty Images

5º Bristol x Gloucester (2008): é de se admirar a concentração do jogador de rúgbi do Gloucester, Iain Balshaw. Ele não se distraiu de seu objetivo, nem mesmo quando um peladão foi marcá-lo.
Foto: Getty Images

4º Final do Aberto de Wimbledon (1996): Richard Krajicek e Malivai Washington admiraram a invasora loira que mostrava os seios durante o aberto de tênis mais famoso da Inglaterra. O jogo, obviamente, parou por alguns momentos.
Foto: Getty Images

3º Críquete - Inglaterra x Austrália, em Lords (1975): o primeiro invasor da história do críquete foi Michael Angelow. Sem roupa, ele pulou o wicket, como são chamadas as três varetas fincadas no campo de jogo.
2º Open de Troon (1997): uma "tigresa" invadiu o campo de golfe do tradicional torneio. Não foi explicado o que ela pretendia com as pinturas.
Foto: Getty Images

1º Críquete - Australia x India, em Brisbane (2008): o peladão abaixo parece não ter nada demais. Só parece, pois um pouco depois desse momento ele foi "nocauteado" pelo jogador Andrew Symonds, facilitando o trabalho da segurança.



Foto: Getty Images
Fonte: http://br.esportes.yahoo.com/colunas/top-10-invasores-peladoes-do-esporte-esportes-102.html?page=1&hits=5&anchor=commentid_407708#commentid_407708

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mark van Vougt : naturismo e psicologia social


Documentário emitido no dia 2 de Novembro de 2008 pela TVE 2 no programa REDES.
Dura 28 minutos. O corte da entrevista com membros naturistas do CCN (associação da FEN) vai do minuto 3:20 ao 6:45


Sobre/About Mark van Vougt [página oficial]Research interests

Social dilemmas; origins of human altruism and loyalty; leadership and followership; evolutionary social psychology; the social psychology of environmental conservation and management; applying social psychology

Portal provoca discórdia entre moradores de Americana (SP)


Há quem se sinta ofendido com o portal. Outras gostaram da obra de arte. A obra já é conhecida como Portal da Discórdia.

Era pra ser um portal de boas-vindas, orgulho da cidade, símbolo de trabalho, de virtude. Virou uma baita confusão por causa de duas esculturas. Os moradores de Americana estão contrariados. Foi organizada uma enquete para discutir o destino da obra, que custou R$ 800 mil.

Deveria ser o cartão-postal da cidade, mas os moradores dizem que virou motivo de vergonha.

“Uma mulher nua, exposta ali, não pega bem”, comenta o comerciante Valdir Félix
“As pessoas dizem que a gente mora na cidade das ‘peladonas’. Fica chato com a cidade ser reconhecida dessa forma”, lamenta o líder de montagem Aguinaldo Ribeiro.

Como nas esculturas de Fernando Botero, dois personagens com formas arredondadas.

“Eu me sinto ofendida. Passa impressão de que todos os moradores de Americana são obesos”, opina a dona de casa Osmarina Matos.

As duas figuras representam a força do imigrante. Seguram o arco que faz alusão a um pedaço de tecido. A cidade de 200 mil habitantes tem forte presença na indústria têxtil.

“Eu não vejo isso. Não consegui decifrar o que parece”, admite o assistente de engenharia Danilo Saraiva.

O monumento na entrada de Americana foi ideia de um artista do Paraná. Segundo a prefeitura, a obra teria ficado diferente do projeto original. Apesar das críticas, o portal ganhou também muitos simpatizantes.

“Achei ótimo. Muito bonito. É arte”, aponta a dona de casa Maria de Souza Carvais.

“Achei diferente, criativo, gostei”, fala uma moradora.

O Portal da Discórdia, como ficou conhecida a obra de arte, custou aos cofres públicos R$ 790 mil. Dinheiro da prefeitura e do Ministério do Turismo. Agora a cidade se pergunta o que fazer com esse investimento. Os moradores que não foram ouvidos antes da construção, agora podem dar uma opinião sobre o assunto.

O conselho de cultura da cidade organizou uma enquete através da internet para que a população decida qual deve ser o destino do portal. A cidade se mobilizou. Computadores foram colocados em pontos estratégicos de Americana para a votação volante.

Mas a representante da prefeitura diz que o resultado da votação, precisa ser analisado sob o ponto de vista financeiro: “A prefeitura não gostaria e não tem nenhum desejo de gastar mais nenhum dinheiro nesta obra. Mas aí você me pergunta e se a população decidir retirar a obra, vai dar para retirar sem gastar nada? Eu digo que não tenho a menor ideia”.

Seja qual for o futuro do portal, a cidade nunca mais será a mesma.

“Quando chama atenção, é porque despertou algo. Ela já fez o papel”, comenta um morador.

O artista plástico Luiz Gagliastri que desenhou o portal, diz que o projeto foi alterado pela administração anterior de Americana. Ele estima que seriam necessários cerca de R$ 240 mil para reformar o portal.

Do G1, com informações do Bom Dia Brasil

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

EUA: HALLOWEEN NUDISTA?


É isso mesmo. Todos os anos acontece a "corrida de abóboras peladas" (Naked Pumpkin Run). A cada ano a corrida é marcada em locais diferentes, sempre na noite de Halloween, em geral entre 21:00h e 22:00h, sempre em algum lugar secreto. Os participantes usam aboboras na cabeça, calçados nos pés e mais nada. A corrida começa e termina numa grande festa!


Este ano foi a décima edição da corrida, que aconteceu em Boulder (Colorado), Seattle (Washington), Portland (Orraio), Arcata e Sebastopol (Calilfornia).

Sim, muita gente é contra a comemoração do Halloween por sua origem pagã ligada à crença na feitiçaria, mas outros a consideram apenas uma brincadeira, cujo sentido fetichista já se perdeu há muito tempo

Confira mais sobre o evento, incluindo fotos e contato, no link http://nakedpumpkin run.org/

Garoto Propaganda Nudista nas ruas de Nova York


A Zappos, maior loja virtual de calçados e artigos esportivos do mundo, conhecida por ser uma empresa diferenciada no uso de mídias sociais, lançou uma nova campanha, a World’s Fastest Nudist.

Um nudista bizarro corre pelas ruas de Nova York provocando as pessoas. Ele utiliza apenas calçado e meia. O corredor tem um blog chamado Tumblr, onde ele compartilha as suas experiências, que vão desde situações constrangedoras a escapadas fenomenais. O objetivo é mostrar que, diferente do que muita gente pensa, a Zappos também vende roupas.

Fonte: http://www.geradordeconteudo.net/2009/10/nudista-provoca-as-pessoas-nas-ruas-de.html 

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

“Toda Nudez Será Castigada” no Teatro Guaíra

Armazém Cia de Teatro apresenta montagem na sexta e no sábado

A programação do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante traz para Curitiba o espetáculo teatral Toda Nudez Será Castigada, com Armazém Cia de Teatro. Nos dias 23 e 24 de outubro, no Teatro Guaíra, o público paranaense poderá conferir a adaptação para os palcos do texto de Nelson Rodrigues, que conquistou o Prêmio Eletrobrás de Teatro 2006, nas categorias de Melhor Iluminação, Melhor Cenografia e Melhor Figurino, e o Prêmio Shell de Teatro 2005 nas categorias de Melhor Direção (Paulo de Moraes) e Melhor Iluminação (Maneco Quinderé).

A peça começa pelo fim, com a voz de Geni (Patrícia Selonk) rodando num gravador. "Herculano, quem te fala é uma morta. Eu morri. Me matei." É Herculano quem ouve. Abrindo mão de sua maior surpresa - o suicídio da protagonista -, Toda Nudez Será Castigada é toda contada em flash-back e a ação vai se construindo fragmentariamente, como cacos da memória de Herculano (Thales Coutinho).

O espetáculo está marcado para o Grande Auditório, a partir das 20 horas. Os ingressos custam R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada) para estudantes, idosos. Clientes e funcionários do Banco do Brasil também pagam meia (benefício válido, inclusive, para o acompanhante). Classificação indicativa: 16 anos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Mais do Dia 15 de outubro - UM DIA SEM SACOLAS PLÁSTICAS


Feliz???? Dia dos professores!!!

Cerca de 200 professores, diretores, vice-diretores e supervisores da rede estadual de São Paulo se reuniram nesta quinta-feira, dia 15 de Outubro em frente à Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. A Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado), que organizou o protesto, havia afirmado ontem que os participantes fariam um "nu pedagógico"; os docentes, no entanto, permaneceram vestidos.

Segundo o presidente do sindicato, Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto, "o nu pedagógico é uma maneira de colocar nu o ensino da rede paulista". Que não é muito diferente da realidade de todo o pais.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/10/15/ult105u8791.jhtm

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Prêmio Nobel ...


A noticia que Obama recebeu o Nobel da Paz dividiu o mundo, de um lado muitas felicitações e do outro pesadas críticas, na minha opinião, mais que um Nobel, precisamos efetivamente de PAZ!!!

E falando em Paz, o que mais me agradou foi o Nobel de Economia, que de uma forma inDireta mostra que formas ditas alternativas de vida, podem ser muito mais eficientes que os modelos propostos pelo capistalismo.

Elinor Ostrom, 76 anos, da Universidade de Bloomington no Indiana, foi premiada pelos seus trabalhos, onde as análises demonstram que a propriedade comum pode ser gerida de forma rentável por grupos que dela fazem uso. No fundo, há comunidades locais que sozinhas fazem uma gestão mais eficaz dos recursos do que quando sujeitas a regras externas.

São algumas vitórias esses Nobel, a aceitação de uma "Nova" economia, o fato de uma mulher figurar pela primeira vez na longa lista de premios Nobel de Economia, e uma vitória inclusive indireta ao Naturismo, como forma de vida que prega a Paz, a Igualdade e uma vida de respeito a natureza e aos nossos semelhantes, uma legitima forma de vida alternativa e com possibilidades de sustentabilidade, como diria Elinor Ostrom!! Parabéns a você por essa conquista!


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mostra de filmes "Planet Move"



Evento: Mostra de filmes "Planet Move"
Data: de 05 a 10 de outubro de 2009
Local: UFPR e Goethe-Institut Curitiba
Telefone: (41)3262-8244

O quinto maior país do mundo, o Brasil está se tornando cada vez mais importante, do ponto de vista econômico e político. Some-se a isso a deslumbrante beleza e as riquezas advindas de recursos naturais. O uso sustentável dessas riquezas e a preservação de seu patrimônio natural para futuras gerações são hoje o maior desafio que o Brasil, a exemplo do mundo, tem que enfrentar.

E é dentro dessa perspectiva que a ECOMOVE, organização não-governamental da Alemanha, vem apoiar uma mostra de filmes de conscientização sócio-ambiental no Brasil intitulada planet.move.

A mostra reúne produções contemporâneas para o cinema e a TV, com ênfase em temas ambientais e sociais, como mudança climática, globalização e seus impactos ecológicos, perda da biodiversidade, a agricultura e o problema do alimento no mundo, entre outros. Evidentemente, essas questões estão estreitamente ligadas a causas de responsabilidade social como a redução da pobreza.

No Brasil, a ECOMOVE atua em parceria com o Goethe-Institut e com a ECOBahia – Festival Internacional do Audiovisual Ambiental. O projeto é apoiado pelo Ministério do Meio-Ambiente da Alemanha.

Site oficial
http://www.planet-move.com.br/

Cronograma

7 de outubro – 20 horas – Reitoria
Urubus tem asas (16’)
O planeta (80’)


8 de outubro – 17 horas - Goethe-Institut Curitiba
Herança (26’)
Nos alimentamos o mundo (95’)


8 de outubro – 19 horas 30 - Goethe-Institut Curitiba
Herança (26’)
A grande liquidacao (95’)


9 de outubro – 17 horas - Goethe-Institut Curitiba
Herança (26’)
Vida sem controle (95’)

Fonte: http://agenda21sustentavel.blogspot.com/2009/10/mostra-de-filmes-planet-move-em.html#more

RIO 2016 ... VIVA SUA PAIXÃO

... corriam nus – tradição surgida, conta-se, quando um atleta perdeu a roupa em plena corrida ....


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Abra a cam para praticarmos naturismo ....



A interconexão de computadores gerou possibilidades jamais pensadas no contexto das telecomunicações. Potencialmente, a internet permitiu a qualquer usuário conhecer tudo e interagir com todos, por exemplo através de ambientes coletivos reúnem inúmeros usuários independentemente da localidade.

As interações no campo virtual possibilitaram assim a ampliação dos contatos que dificilmente seriam travados no mundo físico. Surgem assim novas redes sociais, que passam a coexistir com as "comunidades espaciais" estabelecidas previamente.

Acredito na necessidade de pensar esse conceito, que no meio naturista pode ser ser facilmente compreendido a partir dos perfis construídos pelos usuários dos sites de relacionamentos, como o Orkut, o NuBrasil e os Grupos do Yahoo, devido a novas possibilidades que eles suscitam.

O mundo virtual, as interações entre naturistas podem ser uma forma de aproximação, de conhecimento, de novas amizades, no entanto pode também ser um refúgio para pessoas que procuram no anonimato a possibilidade de fantasiar e até mesmo simular um relacionamento que eles não conseguem desenvolver na vida real.

Abra a cam para praticamos o naturismo ... você tem fotos nú(a) .... meu filho anda nú em casa junto comigo ... estou pelado ... essas (bem leves) e muitas outras frases são ouvidas inúmeras vezes e assim, temos que refletir sobre o que realmente é o naturismo. Abrir uma cam e conversar nú(a) torna a interação realmente naturista?

O naturista é alguém que se despe, antes de tudo, por dentro. A grande diferença está no que não se vê. Esse é fator distintivo: ele se despe dos preconceitos o do falso moralismo que são tão comuns nas estruturas sociais tradicionais . Ele se despe de limites sociais e se estutura sobre valores morais, este sim, que devem ser as verdadeiras condicionantes dos seres humanos.

Num meio naturista, não existe um limite físico com o outro. Não existe nenhum pedaço de pano impedindo-lhes o acesso visual o tátil às outras pessoas. O limite não esá visível aos olhos: está na postura e no caráter das pessoas.

O ato de tirar a roupa, para o naturista, é a última etapa do processo que começou muito antes, dento de si mesmo, e que mudou a sua forma de ver o mundo. Antes da roupa se despiu dos falsos pudores, dos tabus do sexo visual, dos conceitos deturpados sobre o corpo. Muito antes das roupas ele já se despiu da vergonha do seu próprio corpo.

Para o naturista, tirar ou não a roupa não passa de um simples detalhe. A verdadeira baalha já venceu dento de si. A nudez é uma expressão, o Naturismo é muito mais que ficar nú entre pessoas: é uma filosofia de vida.

Não é ser contra as possibilidades que a internet traz, mas sim refletir sobre o que realmente representa o naturismo, não apenas no mundo real, mas no mundo virtual (que a cada dia tornam-se mais dificeis de serem separados), e esperar que as pessoas caso ao lerem essa postagem se vejam como uma dessas pessoas que ainda não compreenderam o naturismo, pensem, e modifiquem suas atitudes, quem sabe, tornando-se um dia, verdadeiros naturistas.

Texto elaborado a partir de reflexões pessoais e as seguintes referências:
BODSTEIN, L. R. Revista Naturis, N.6, V.7, Outubro de 1996.

BRITO D´ANDRÉIA, C. F. et. al. As ferramentas da internet e interação social: usos e apropriações por jovens de uma faculdade particular brasileira. Disponível em http://www.cibersociedad.net/congres2006/gts/comunicacio.php?id=611&llengua=en.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

22 DE SETEMBRO - UM DIA SEM CARRO


O Dia sem Carro (22 de setembro) é o dia de combater a poluição do ar e a emissão excessiva de gases de efeito estufa. Para isso, a data visa a conscientização das pessoas sobre como é importante transitar menos de carro. É movendo-se de ônibus, metrô ou trem, a pé ou de bicicleta, que todos podem contribuir. Além do mais, é preciso haver investimentos em transporte coletivo de boa qualidade, mais eficiente e barato, e a criação de políticas públicas para o setor. Estimular as formas não-motorizadas de locomoção também é fundamental.

O primeiro Dia sem Carro foi realizado na França em 1998. Desde então, a mobilização se estendeu a vários países, chegando ao Brasil em 2001. Em 2005, cerca de 43 municípios participaram, como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Salvador, entre outros. Aqui, o setor de transporte é responsável por quase a metade do consumo de petróleo no país, na forma de diesel e de gasolina. É também a principal fonte de gás carbônico nas maiores cidades brasileiras.

Além disso, a combustão de derivados de petróleo provoca sérios danos à saúde, e é a maior responsável pelas emissões de gases de efeito estufa no mundo, contribuindo para o aquecimento global. Cidades modificadas para comportar mais e mais carros e menor convivência entre as pessoas também são resultados dessa "cultura do carro".

Se você tem um carro, também pode contribuir para minimizar a poluição do ar e as mudanças climáticas levando seu veículo regularmente para a revisão e mantendo-o sempre em ordem. Na hora de abastecer, priorize o álcool e o biodiesel, quando viável. Esses combustíveis emitem menos gases poluentes na atmosfera.

Mas no dia 22 de setembro, e sempre que possível, deixe seu carro na garagem. Vá de ônibus, trem ou metrô, a pé ou de bicicleta, ou incentive a carona solidária.

Junte-se ao Idec na luta por um transporte público de qualidade. Clique aqui e envie uma mensagem para as autoridades responsáveis exigindo a adoção de políticas públicas para o setor.

Seja um consumidor responsável:


Busque formas alternativas de transporte: ande a pé ou de bicicleta, utilize o transporte público, pegue carona com amigos.


Leve seu carro para a revisão periodicamente.


Priorize o álcool e o biodiesel (sustentável!) na hora de abastecer, quando possível.


Exija a criação de ciclovias seguras.

domingo, 20 de setembro de 2009

Mulheres e Naturismo

Transcrevo abaixo um interessante texto de Florência Brenner, naturista argentina, e engajada na luta pela difusão da filosofia de vida do naturismo.
A propósito do texto dela, lembrei-me também que recentemente respondi a uma pesquisa de uma psicóloga, justamente acerca da reduzida quantidade de mulheres praticando o naturismo. Uma das questões levantadas era o porquê disso... Mas são tantos os porquês... Curiosamente, o naturismo brasileiro começou com uma grande mulher, Dora Vivácqua, Luz Del Fuego... Como nos diz Rita Lee, "Luz del Fuego morreu cedo porque não tinha medo". Talvez... Ou talvez morreu cedo, porque não havia nascido para envelhecer, mas para ser assim, trágica, contestadora e breve.
Seja como for, o naturismo, que começou com Luz, reapareceu décadas depois, com as mulheres como companheiras, aquela que vai junto, muitas vezes, aquela que vai porque o marido vai. Mas ainda existem sim mulheres que lutam pelo naturismo, que, mesmo sozinhas, levantam alto essa bandeira, como Malu (que, como Luz, também é capixaba, por sinal!), como minha querida madrinha Candinha, lá na Colina, e outras poucas e boas... E, é claro, como Florência, autora do texto que segue:

A PÁGINA DA MULHER NUDISTA/NATURISTA*

Por Florencia Brenner(1)
Tradução para português de Jorge Bandeira(2)

    Pediram para que eu desse início a esta página intitulada “A Página da Mulher Nudista/Naturista”, ou da mulher que quer ser nudista ou mesmo a de que nunca quis ser naturista.
    Nós mulheres temos nossa própria história cultural, uma forma de educação toda particular, diferente da maioria dos homens e que fazem a diferença na hora de tirar a roupa e de vencer o presente pudor que nos persegue ao longo de várias gerações.
    Na pré-história a mulher não usava nenhuma roupa, e tampouco tinha o poder de decisão, carecia de auto-estima, era na verdade relegada ao papel de segundo plano, dentre as posições e status possíveis em nossa sociedade.
    O homem era o caçador, o que sustentava sua moradia, porém as mulheres é que executavam os trabalhos mais pesados. Sem dúvida, vivia-se uma grande contradição, onde a “Mãe Terra”, conhecida como “A Vênus de Lespure” (uma de suas múltiplas versões) era representada como uma mulher obesa, de grandes seios e sem rosto, que tinha a missão de cuidar de seus filhos, os seres humanos, e dar-lhes todo o necessário para a sua subsistência e garantir a procriação da espécie humana. Existe por um acaso papel mais relevante na Terra?
    Surge aqui a primeira grande contradição. Somos importantes em nossa tarefa criativa, temos a capacidade de procriar, de dar sustento aos filhos, de educá-los, e sem sombra de dúvidas historicamente sempre ocupamos um segundo plano na hora das homenagens e dos prêmios, por este motivo muitas das vezes nossa auto-estima está tão em baixa.
    Porém, não vamos divagar, vamos direto ao tema proposto para esta comunicação: desde que nasce a mulher tradicional é discriminada com uma cor, a rosa, uma cor que está associada à delicadeza, debilidade, uma cor na verdade indefinida que não tem a mesma força vibrante do vermelho. Acaba sendo um símbolo cromático de que não devemos sair de nosso papel de “desprotegidas”.
    Logo, somos submetidas a todos os tipos de condicionamentos culturais: as bonecas, os vestidos, a cozinha, a costura, vestir as Barbies e outras bonecas, jamais chegamos a ser as caçadoras de leões, nem mesmo subimos nas árvores para tirar as frutas escondidas dos donos, nunca julgamos a guerra, a polícia ou os subversivos. O que temos conseguido neste jogo de representações é, no máximo, um papel de vítimas da sociedade.
    Então, a mulher entra na fase de adolescente e a primeira coisa que aprende é que a sedução é uma arma poderosa, um poderoso instrumento de poder para compensar a falta de músculos fortes e vigorosos.
    Continuamos, observe, no rol das “desprotegidas” e este poder de sedução vem junto com um detalhe importante: a roupa, aquilo que nos marca, nos dá a forma, aquilo que os homens imaginam em suas fantasias, em seus desejos, o que estaria por baixo de toda vestimenta, e que não lhes deixam ver livremente.
    Este é o caminho seguro para a valorização do disfarce que promete sem mostrar, que sugere e que acaba cobrindo nossa verdadeira personalidade feminina. É o caminho para o “não”, quando na verdade o que se quer dizer é “sim”, porém este disfarce nos obriga a seguir este jogo de ilusão.
    As roupas são desta forma o último obstáculo, a derradeira barreira para quem seja merecedor de todos os tesouros (a nudez da mulher como objeto do desejo!), inclusive o “tesouro” da virgindade, outro dos mitos que regulou a vida de muitas das mulheres por séculos. Um mito bastante promissor ao homem, por exemplo, que levava ao altar da igreja à sua mulher, mãe de seus filhos, e mantinha no prostíbulo a sua amante com devoção carnal.
    E qual era a mensagem social naquela época?(estamos nos referindo a 500 anos de educação têxtil!). Se você, mulher, vier a perder o seu poder de sedução não vai jamais encontrar um marido, ninguém mais vai lhe desejar, e você, como uma maldição, vai “ficar para a titia”.
    Agora temos uma questão para refletir, que é a questão de encontrar respostas para entender a nossa relutância em abraçar a causa do Naturismo, resultando esta relutância em um número bem maior de homens do que mulheres naturistas.
    Este pequeno texto procura refletir sobre as teorias possíveis que envolvem esta questão.
    Algumas mulheres dizem: eu não fico nua na frente dos outros porque tenho muita vergonha, muito pudor! E o que é o pudor? Este termo, este conceito de cobrir o corpo com roupas, ou uma parte deste corpo é um conceito que podemos, sim, considerar como eminentemente cultural, religioso, se comparamos a pluralidade de diferentes culturas. A mulher mulçumana, por dogmas religiosos extremados, tem o pudor de mostrar sua cabeça, seus cabelos, já uma mulher de tradição Ocidental tem o pudor, a vergonha, de mostrar sua genitália. Observemos que as duas aparentemente tão diferentes, cultural e religiosamente, possuem uma curiosa semelhança: o conceito do PUDOR é colocado para ambas estas mulheres desde suas mais tenras infâncias.
    O pudor, neste sentido, é uma criação do ser humano. Muitos dos índios e todos os bebês não possuem a noção deste pudor. Os Naturistas, nós entendemos que todas as partes do corpo são iguais, nem melhores nem piores, não existindo, desta forma, as chamadas “partes imorais” do corpo humano.
    Esta é a primeira das premissas, o primeiro entendimento que devemos ter como mulheres que pensam em adotar o Naturismo e os seus benefícios alguma vez em nossas vidas. O corpo é somente um, e o que pode diferenciar uma mulher da outra é a atitude com que se despe, com que fica nua frente aos outros. Se nós, mulheres, assumimos que a nossa nudez é para nosso próprio deleite, algo natural e não como objeto de exibição aos outros, este antigo pudor tende a desaparecer. Algumas mulheres afirmam: sim, eu ficaria nua na frente dos outros, mas agora não posso mais, com “este corpo”, essa idade, nem me animo a ficar nua. Eis aqui neste exemplo uma das mais utilizadas variações do pudor: o pudor estético, ou “o modelo do corpo perfeito”, que não passa de um conceito totalmente temporal e cultural, que se estabelece a partir de um ideal de estética inserido na época em que vivemos. São frutos de um modismo, colocado no mercado consumidor da moda, das grifes. Hoje em dia, por exemplo, as modelos que foram retratadas pelo mestre da pintura Rubens, no Renascimento, seriam consideradas gordas e inadequadas para modelos daquele período, e o contrário também é verdadeiro: as modelos das passarelas de moda do século XXI seriam consideradas inadequadas aos mestres do estilo de pintura flamengo do Renascimento, quiçá não fossem consideradas como doentes pelo grande pintor Rubens, referência das artes plásticas dos séculos XV/XVI.
    Uma outra informação da qual devemos nos conscientizar enquanto mulheres é a de que não existem corpos perfeitos, as nudistas celestiais não existem, e que se temos alguma estima por nós devemos aceitar o nosso corpo tal como ele é, como ele se apresenta a nós e aos outros, um corpo sadio, diferenciado e singular, belo, este nosso corpo não pode ser um mero produto de um modelo cultural imposto como uma moda, algo inquestionável.
    Algumas de vocês, mulheres, dirão que esta vivência e experiência no Naturismo só podem usufruir as mulheres com mais de 50 anos. Sem dúvida, temos educado e moldado a personalidade de nossos filhos e filhas, hoje na faixa dos 30, 40 anos, e temos feito refletir sobre as “correntes” que nos aprisionaram durante todos os anos, ou seja, falamos a eles de nossas limitações, impostas por uma sociedade cruel, moralista, machista e que escamoteou nossa liberdade, da infância à nossa fase adulta. Para muitas de nós, devemos reconhecer que esta mudança não será possível, pois requer um processo de maturidade e superação muito grande, que não se dará de uma hora para outra.
    Devemos ter em mente que as futuras gerações poderão crescer livres destes preconceitos impostos e que poderão elaborar suas próprias convicções, educando desta maneira os seus filhos, educação autêntica, resgatando o conceito de auto-estima que foi perdido ao longo da História.

(1)   Florencia Brenner, escritora argentina, ativista do movimento naturista daquele país. Edita o Jornal virtual NUDELOT.
(2)   Jorge Bandeira é Historiador, Naturista do Graúna, no Amazonas.
Contatos com o tradutor: vicaflag@hotmail.com
Manaus, 14 de setembro de 2009.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

600 Pessoas despiram-se no gelo em um protesto contra o aquecimento global!





Mesmo sabendo que muitos naturistas não concordam com a nudez em protestos, resolvi postar essa matéria devido a sua fonte, o Greenpeace.
Foram mais de 600 voluntários posando para uma instalação do fotógrafo Spencer Tunick.
No site do Greenpeace, o texto diz que sem roupas, o corpo humano é vulnerável, exposto, é quase a vida ou a morte, referindo-se diretamente ao frio congelante da montanha na Suiça, local onde foi realizado o trabalho.
Os voluntários se despiram para protestar contra o aquecimento global, e alertar para a vulnerabilidade de nosso Planeta e da Vida ao que pode ocorrer com as mudanças climáticas. As geleiras onde foram realizadas as fotos, deverão ter desaparecidas totalmente no máximo em 2080, se continuarmos no ritmo de aquecimento atual da Terra. A matéria completa você encontra no endereço: http://www.greenpeace.org/international/news/naked -glacier-tunick-08182007 (em inglês).
Vale a pena pelo alerta!!!
Helio Fernando - Biólogo, Ambientalista e Naturista.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

CURSO SOBRE NATURISMO

Se eu fosse chamado para dar um curso sobre naturismo eu prepararia um programa para uma semana da seguinte forma:

2ª FEIRA – PRIMEIRA LIÇÃO
- LIMPE SUA MENTE

Quando limpamos nossa mente estamos, na realidade, fazendo uma faxina, jogando fora algumas crenças que já não nos servem mais, abrimos espaços para coisas novas, renovamos e evoluímos como seres humanos e não ficamos presos a determinados lixos mentais.
Muitos de nós criamos apegos a coisas materiais e mentais, determinamos valor sentimental em objetos, roupas, carros etc., e ficamos também presos em conceitos sociais que não nos deixam evoluir e de nos tornarmos melhores do que somos, ficamos estagnados e a nossa natureza não flui para existir a sensibilidade de olhar o mundo em nossa volta com mais naturalidade. Ficamos impregnados de valores externos que afetam nossos relacionamentos familiares e sociais. Conclusão, não pensamos por nós mesmos e sim no que os outros irão pensar, restringimos nossa liberdade e perdemos o contato com os benefícios que a natureza pode nos proporcionar.
Podemos limpar nossas mentes desses lixos abrindo espaços para algo que nos proporcione ser mais natural.

3ª FEIRA – SEGUNDA LIÇÃO
- CONTINUE LIMPANDO

Após remoção do lixo, podemos limpar os objetos que ficaram, cuidando, lustrando e colocando nos lugares que achamos que fiquem melhores. O melhor do que ficou em nós normalmente se traduz na condição de sermos autênticos e nos acharmos mais bonitos, temos que gostar e amar a nós mesmos para que tenhamos condições de amar também outros seres, temos que estar de bem com a gente mesmo para que estejamos de bem com todos do nosso convívio, é preciso se aceitar não aceitando imposições de preconceitos ditados pelo social e dos padrões de beleza externa, é necessário que a mente esteja limpa para que o nosso olhar esteja sendo dirigido ao nosso mais íntimo ser.
Quando isso acontecer terei os melhores amigos, porque normalmente os amigos são aqueles que estão em sintonia com a gente. Poderei ainda ser solidário com aqueles que ainda não descobriram que os reais valores estão dentro de nós não dando tanta importância as aparências. Teremos condições de despojarmos de nossas roupas porque nosso olhar estará além, muito além do que sou externamente, é o merecimento de ficar sem roupas pelo desprendimento do corpo e mente.

4ª FEIRA – TERCEIRA LIÇÃO
- MANTENHA LIMPO

Queremos manter limpo o ambiente em que foi realizada a faxina, o pensamento nos conduzirá para atitudes mais puras.
“Para os puros todas as coisas são puras (Tito 1;15)”.
Não será permitido que tenhamos ações que prejudiquem outras pessoas, até mesmo nossas palavras serão melhores dirigidas em benefício de alguém, estaremos mais dispostos a ajudar e ter mais humildade para reconhecer as dificuldades de muitas pessoas em realizar a faxina mental porque o rompimento com os falsos valores requer mudança de hábitos adquiridos ao longo do tempo.
É reconhecer que a importância da vida não é, em última análise, a sexualidade de cada um de nós e que em nossas diferenças é que encontramos a perfeição da natureza, é saber que o mais importante é a vida.
Quando estamos mantendo limpo nosso ambiente mental os pensamentos maliciosos, pornográficos e desrespeitosos não encontram espaços porque este tipo de pensamento não gosta de limpeza, e a nossa conduta sobre as demais coisas também mudam, passamos a pensar sobre a palavra respeito. Respeito ao compromisso assumido, respeito com o horário marcado, respeito com os nossos filhos e companheira (o), respeito com o dinheiro, respeito com as nossas diferenças pessoais, respeito com a natureza e animais, etc.

5ª FEIRA – QUARTA LIÇÃO
- LIMPE MAIS

Passamos admirar a limpeza porque também nos conduz à organização e desenvolvimento pessoal, até o dinheiro se torna mais freqüente. Só fui entender este lado quando li o livro “O Espírito do Dinheiro” de Júlio Sampaio de Andrade. Foi quando compreendi que o conhecimento que obtive nos cursos de finanças foi importante para aprender como podemos controlar, dirigir, analisar investimentos e outros instrumentos financeiros, mas será um furo no barco se não houver o respeito. Muitas empresas pagam religiosamente em dia seus compromissos e mais pessoas ficam interessadas em lhes ofertarem oportunidades e melhores condições de compra. Por este motivo tem um ditado que diz “dinheiro chama dinheiro”, mas o que realmente está por traz disso eu chamo de RESPEITO.
Quanto mais limpamos nossa mente mais se tem a preocupação com o respeito por outras pessoas e mais coisas positivas surgem em nossas vidas, é um constante dar e receber, quanto mais doamos mais recebemos e não é assim que funciona a natureza de todas as outras coisas?
Quando o homem se distanciou da sua natureza achando que poderia agredir e explorar o solo indiscriminadamente provocou em seus corpos doenças causadas pela poluição, desmatamento e pelo estresse dos desejos de possuir riquezas quando a maior riqueza estava e ainda está dentro de si mesmo, mas que é difícil encontrar no tumulto e na desorganização.
Dispostos a ter uma maior aproximação junto à sua natureza perdida pelos falsos valores sociais, os naturistas encontram, através da nudez, um modo de dizer ao mundo que nós somos também parte da natureza que estamos destruindo por não considerar que temos, antes de tudo, de limpar nossas mentes.

6ª FEIRA – QUINTA LIÇÃO
- HORA DE RECEBER O DIPLOMA

Tornamos-nos especialistas em faxina, chegou à hora de ser remunerado pelo trabalho executado durante a semana. De tanto limpar ficamos transparentes, esta transparência nos dará condições de que não será preciso nos esconder atrás de máscaras e das nossas imperfeições porque será reconhecido que todas as pessoas são igualmente imperfeitas e neste caso não há porque envergonhar do corpo e sim dos pensamentos. Não será também preciso sofrer por uma beleza inatingível, lógico temos que nos cuidar, faz parte da faxina, mas não pode se tornar uma paranóia. O resultado disso é que passamos a sentir melhor com a gente mesmo e a ter mais paz.
O Professor Ricardo Sasaki em aula no curso “A Preciosidade da Vida” nos diz: “Poucos encontram a paz interior. Mas não porque eles tentam e falham, mas porque eles não tentam.”
Então, Naturistas são uma minoria, assim também são os defensores dos animais que tentam conscientizar a necessidade da paz interior para que se possa viver em harmonia com a natureza. Confirmando aqui a tradução de Laurindo Correia de H.T Willets – Farrar, Strauss & Giroux, NY 1981 pag 190: “A Paz constitui outro valor essencial para o Naturista. Ela começa afinal dentro de si e reflete-se em todos os seus atos, quer no seu relacionamento humano, quer com a Natureza. A harmonia que sente física e psiquicamente molda a sua atitude, tornando-o num ser profundamente pacífico.”
Novamente o Professor Ricardo faz uma citação de uma Peregrina da Paz dizendo: “NUNCA SUBESTIME UM GRUPO LIGEIRAMENTE UNIDO, TRABALHANDO PARA UMA BOA CAUSA. TODOS NÓS QUE TRABALHAMOS PELA PAZ JUNTOS, TODOS NÓS QUE ORAMOS PELA PAZ JUNTOS SOMOS UMA PEQUENA MINORIA MAS COM UMA PODEROSA COMPANHEIRAGEM ESPIRITUAL, NOSSO PODER ESTÁ PARA ALÉM DE NOSSO NÚMERO”.
Evandro Telles
14/09/09

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A História das Coisas


Na semana passada, em Curitiba, realizando um trabalho para formação de docentes, utilizei de algumas reflexões do documentário "A História das Coisas", como o Naturismo envolve a consciência ecológica e o respeito ao nosso semelhante, vale a pena divulgar aqui essa história, para que possamos uilizar dela para refletir um pouco sobre o quanto o Naturismo e nós naturistas temos contribuidos para as questões ambientais, e também o quanto essa filosofia de vida tem sido utilizada como forma de comércio e lucros ambientalmente e socialmente impensados.
A História das coisas, analisa o consumo, da extração e produção até a venda, uso e disposição, todas as coisas que compramos e usamos na nossa vida afetam a sociedade no nosso país e nos outros, mas a maioria disto é propositadamente escondido de nossos olhos pelas empresas e políticos. É um documentário, rápido e repleto de fato que olha para para o interior dos padrões de nosso sistema de extração, produção, consumo e lixo.
A História das Coisas expõe as conexões entre um enorme número de importantes questões ambientais e sociais, demostrando que estamos destruindo o mundo e nos destruindo juntamente com ele, trazendo um apelo para criamos um mundo mais sustentável e justo para todos e para o planeta.


video


Helio Fernando - Biólogo, Naturista e Ambientalista


Colaborador do NatParaná

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Documento Especial - 1992

Hoje meu amigo Flaviano me presesenteou com uma raridade. Mais uma, aliás, pois recentemente ele me enviou uma que é mais do que isso... Mas hoje quero falar da raridade que ele encontrou no youtube e acabou de me repassar.
A íntegra do programa "Documento Especial" exibido pela extinta TV Manchete em 1992, apresentando o naturismo no Brasil. Foi uma grata surpresa rever esse programa que eu assisti aos doze anos de idade, ouvindo pela primeira vez falar naquele pessoal que andava pelado o dia inteiro...
Na época, eu me lembro que achei o máximo, mas nunca me passou pela cabeça que, anos depois seria líder de um grupo naturista, defensora desta filosofia de vida... Pois é!
Acredito que, como eu, muitos outros ouviram falar de naturismo pela primeira vez neste programa. Então, vamos matar a saudade... Os que não viram ainda, é uma boa pedida!

Segue, abaixo, os links para cada uma das quatro partes do vídeo:


Documento Especial - Naturismo - Rede Manchete - parte 1/4
http://www.youtube.com/watch?v=BoDCAXiCqZY

Documento Especial - Naturismo - Rede Manchete - parte 2/4
http://www.youtube.com/watch?v=dm1khbJmoIk

Documento Especial - Naturismo - Rede Manchete - parte 3/4
http://www.youtube.com/watch?v=B67XlKIuTyg

Documento Especial - Naturismo - Rede Manchete - parte 4/4
http://www.youtube.com/watch?v=2O4lKUwUzh0

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Mogi será arena de naturismo e ecologia

Em Mogi-Mirim, interior de São Paulo, acontecerá o “Econaturis – Encontro Nacional de Naturismo e Ecologia” nos dias 18, 19 e 20 de setembro. É um encontro que visa proporcionar aos participantes possibilidades de relacionamento afetuoso com a Terra através do naturismo, tendo como ênfase a vida e suas manifestações. “Estamos celebrando o dia da árvore que é 21 de setembro e antecipando a entrada da primavera dia 23”, diz Leivas, organizador do evento. O programa consta com atividades que denotam a simplicidade do campo somada a um toque de alegria, leveza e muita criatividade. Entre as atrações está a confraternização gastronômica “Roda de Sopa de Raiz”, a exposição “Bonecos de Palha” feitos por artesãs locais, concurso de pescaria com degustação do pescado, a plantação de mudas de árvores frutíferas e nativas, práticas esportivas e recreativas, piscina com cascata e a “Prosa Ecológica”. As atividades são livres e optativas. No sábado acontecerá o “Molukatu” – noite tribal ritualística com jantar típico na fogueira de chão e surpresas.
Econaturis. Um dos diferenciais é a “Gastronomia Econaturis” que revela práticas orgânicas e/ou sustentáveis com exclusividades como a bebida “Caboclo Quente” que poderá ser degustada durante o evento e o “Ecochurras”. Os organizadores ainda confirmam a promoção “Você nas Alturas” com sorteio de um voo de ultraleve entre os participantes, que será executado durante o encontro. O contemplado poderá admirar uma bela vista paisagística e natural das cidades da região e da Serra da Mantiqueira.
Naturistas de todas as idades estão convidados e poderão se hospedar em camping ou em alojamento no sistema de acantonamento. O local será a Chácara Amélia, na região do aeroporto de Mogi-Mirim, há 48 km de Campinas e 160 km de São Paulo.
O Econaturis é realizado e organizado pelo publicitário e naturista Marco Leivas, assistido pela técnica em meio ambiente Bianca Zibordi com assinatura da Natusapiens – Conceito em Naturismo Contemporâneo, um ideário que tem por objetivo a produção de possibilidades conceituais que promovam o naturismo contemporâneo brasileiro em sua integralidade.

O evento conta com o apoio e adesão de grupos naturistas vinculados à Federação Brasileira de Naturismo. Mais informações poderão ser obtidas pelos grupos virtuais como o NIP, Ynai-Brasil, Internat e Natlagos, pelos e-mails freakingina@yahoo.com (Marco) ou bianca.zibordi@gmail.com (Bianca) ou ainda pelos telefones (19) 9297-0781 ou 8153-3802.
Em Mogi-Mirim, interior de São Paulo, acontecerá o “Econaturis – Encontro Nacional de Naturismo e Ecologia” nos dias 18, 19 e 20 de setembro. É um encontro que visa proporcionar aos participantes possibilidades de relacionamento afetuoso com a Terra através do naturismo, tendo como ênfase a vida e suas manifestações. “Estamos celebrando o dia da árvore que é 21 de setembro e antecipando a entrada da primavera dia 23”, diz Leivas, organizador do evento. O programa consta com atividades que denotam a simplicidade do campo somada a um toque de alegria, leveza e muita criatividade. Entre as atrações está a confraternização gastronômica “Roda de Sopa de Raiz”, a exposição “Bonecos de Palha” feitos por artesãs locais, concurso de pescaria com degustação do pescado, a plantação de mudas de árvores frutíferas e nativas, práticas esportivas e recreativas, piscina com cascata e a “Prosa Ecológica”. As atividades são livres e optativas. No sábado acontecerá o “Molukatu” – noite tribal ritualística com jantar típico na fogueira de chão e surpresas.
Econaturis. Um dos diferenciais é a “Gastronomia Econaturis” que revela práticas orgânicas e/ou sustentáveis com exclusividades como a bebida “Caboclo Quente” que poderá ser degustada durante o evento e o “Ecochurras”. Os organizadores ainda confirmam a promoção “Você nas Alturas” com sorteio de um voo de ultraleve entre os participantes, que será executado durante o encontro. O contemplado poderá admirar uma bela vista paisagística e natural das cidades da região e da Serra da Mantiqueira.
Naturistas de todas as idades estão convidados e poderão se hospedar em camping ou em alojamento no sistema de acantonamento. O local será a Chácara Amélia, na região do aeroporto de Mogi-Mirim, há 48 km de Campinas e 160 km de São Paulo.
O Econaturis é realizado e organizado pelo publicitário e naturista Marco Leivas, assistido pela técnica em meio ambiente Bianca Zibordi com assinatura da Natusapiens – Conceito em Naturismo Contemporâneo, um ideário que tem por objetivo a produção de possibilidades conceituais que promovam o naturismo contemporâneo brasileiro em sua integralidade.
O evento conta com o apoio e adesão de grupos naturistas vinculados à Federação Brasileira de Naturismo. Mais informações poderão ser obtidas pelos grupos virtuais como o NIP, Ynai-Brasil, Internat e Natlagos, pelos e-mails freakingina@yahoo.com (Marco) ou bianca.zibordi@gmail.com (Bianca) ou ainda pelos telefones (19) 9297-0781 ou 8153-3802.




*Marco A. Leivas é publicitário e naturista




segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Indignar-se - Texto de Roberto Marques Soares

 A palavra soa estranha, pois indigno significa: aquele que não tem dignidade. Mas indignar-se quer dizer exatamente o contrário; ou seja, ter tanta dignidade que fique profundamente aborrecido com a indignidade alheia.
            Indignar-se significa importar-se. Seria tão bom se as pessoas se importassem mais com as coisas que estão ao seu redor. Parece que o importar-se confundiu-se com a futilidade. As pessoas se importam se você estiver sem roupas, se importam se você for pobre, se importam se você não professar a mesma religião que elas, se importam se você não tiver a mesma cor de pele que elas, se importam se suas preferências sexuais forem diferentes das delas, se importam se seu carro for mais novo e possante do que os delas, se importam se sua roupa for mais bonita do que os delas, se importam se você tiver mais coragem do que elas para ser quem você é. E aí se importam muito.
            Mas isso me deixa indignado. Assim como tantas coisas que sei que não posso fazer muito para mudar, mas também sei que minha parte, muito importante assim como a sua, é não igualar-me pelo descaso, a preguiça, o medo ou a comodidade.
            Não posso acabar com a miséria no mundo, nem com a causa dela, a opressão da ganância dos poderosos; mas posso confessar-me indignado com ela, e não tornar-me conivente com tal sistema.
            Não posso tornar minha cidade mais limpa, talvez nem convencer toda a população a não sujá-la, na verdade não vou nem sair por aí recolhendo lixo; mas nunca vou atirar meu lixo fora do local apropriado, e vou chamar a atenção de meus amigos para isso e continuar indignado pela sujeira das ruas, parques e praças públicas.
            Não posso convencer o mundo a aceitar minha nudez, ou as razões que me fazem sentir melhor vivendo assim; mas posso aceitar a nudez de todos que assim preferirem estar, e indignar-me pelo preconceito dos pobres de espírito que insistirem em distorcer meu ideal.
            Não posso acabar com a violência no mundo, até porque suas causas estão fortemente radicadas aos dois extremos da pirâmide social; mas posso indignar-me e entristecer com as notícias tão alarmantes e muitas vezes horrorosas, assim como não praticar a violência, estimular meus amigos a fazer o mesmo e escolher melhor meus eleitos para que estes tomem atitudes positivas.
            Não posso criar uma consciência civil e ecológica na humanidade, se Deus a fez assim há de haver uma razão; mas posso indignar-me pelo descaso e fazer a minha parte. E a parte de cada um é pura e simplesmente agir de acordo com sua consciência, sendo apenas natural.
            Há quem defenda a idéia de que o princípio do Naturismo, de respeito do indivíduo ao seu próprio corpo, seja confundido com o princípio do Naturalismo; ou seja, respeitar seu corpo é não usar nele nada que lhe possa prejudicar, no vestuário, como na alimentação. Maravilha, parabéns àqueles que forem plenamente felizes e realizados seguindo tais preceitos; muita saúde e vida longa! Mas, não serão também naturistas aqueles que descobrirem que o prazer não é um pecado, mas um dom, apesar de ter seu custo? Não serão também naturistas aqueles que apenas agirem com naturalidade, seguindo seus impulsos apoiados no corrimão da consciência civil e ecológica?
            Fique indignado com aqueles que preferem falar mal das atitudes expontâneas, livres e não corruptoras dos outros, por medo de apenas ser o que gostariam de ser. E mesmo o nosso meio naturista anda tão cheio disso, e é tão triste, dá um dó dessas pessoas débeis, incapazes de serem felizes. Revolte-se, sua revolução não implica em pegar em armas, nem mesmo lutar; basta não cair neste lugar comum.
            Não precisamos viver nus para sermos naturistas, ninguém precisa, basta não ter motivos para se envergonhar não só de seu corpo, mas também e principalmente de sua alma, sua personalidade. Não precisamos todos ser iguais para nos aceitarmos; as diferenças é que vão acrescentar, assim poderemos debater, discutir, crescer e amar.
            É por isso que amo a todos vocês. É, você também. Não pense que eu possa ter algum motivo para não amá-lo, pense apenas na montanha de motivos que eu tenho para amá-lo. Mas fique indignado com quem pensar o contrário, apesar de amá-lo e respeitá-lo como um semelhante seu, com tantos medos quanto você, talvez mais, talvez menos.
            E não se esqueça de se olhar nos olhos no espelho todas as manhãs, nu na intimidade de seu banheiro; sua conduta naturista deve começar por aí, não tendo vergonha de si mesmo, ainda que esteja indignado. Com toda a dignidade.

Naturalmente indignado,
--
Roberto Marques Soares
soarespax@gmail.com
(47) 8471 3660
(47) 3329 3493
Faça Sua Parte, Seja Bom!
"A mais alta das torres, começa no solo"  (provérbio chinês)